quinta-feira, 25 de dezembro de 2008
na(f)talina
sábado, 13 de dezembro de 2008
timidamente dezembro
Começo a sair dos esboços e fazer balanços mais consistentes do ano que vai se acabando. Pra cá os balanços só vem depois de serem ditos pros brothers no esperado encuentro de ano novo.
Isso porque a importância do ano novo está em reafirmar convicções e tomar posição sobre as questões importantes. Precisa, portanto, de uma reflexão em conjunto com ação. Prática revolucionária para fazer mudar o mundo. E a vida de cada um.
O ano novo é um momento revolucionário. Enquanto isso, dezembro vai passando, entre trabalhos que precisam acabar, confraternizações, chuvas, começo de férias e papais noéis, tudo pra fingir que não é nada muito importante o que está pra acontecer.
sexta-feira, 5 de dezembro de 2008
Camaleões
Saí para a pista e com a nova pele, carquei cinco
Enquanto carcava me pediram para ficar hora roxo, hora azul celestial
Mudei e elas me mandaram mensagens de texto
Perdi meu me, isso em mim, ouvindo-as sussurarem
Derrepente, mais uma vez vi que elas queriam mudar minhas cores novamente
Com seus controles remotos do olhar
Olhar de meninas, hipnólogas milenares
Eita! retornei às cores, voltei, fiquei amarelo e vermelho outra vez
Defendendo cores que eu quis e que nem sei se quero mais
Cansei e voltei ao verde, peguei um livro e ignorei as mensagens
sábado, 29 de novembro de 2008
Sair do si
Separar-se de si é difícil. Nem sei por onde começar. O si consigo é profundo, sedimentado. Deslocá-lo, deslizá-lo exige um amplo movimento. Que as vezes eu acho que é mais interno que externo.
O problema é esse. Pensar que o separar-se de si se alcança com a separação do outro. É bizarro, mas muitas vezes é no convívio íntimo com alguém que você acaba se descobrindo – no espelho do outro. Acho que é por isso que pensamos que para mudar, re-acontecer, precisamos mudar as relações, mudar de cidade. Como se saindo da frente do espelho deixássemos de existir.
Mas essa separação de si depende de nós mesmos, sobretudo. Da relação que estabelecemos conosco. É disso que cansamos. E não é preciso morrer – espero – para mudar de si. Ou deixar de ser um si.
Talvez o momento do si não precise ser o do arrependimento, da culpa, da ressaca. Do olho que olha pra dentro fulminando. É desse si que eu quero me separar.
Na positiva
Quando tem mais alguém envolvido, foge do nosso controle. Quando é só um, começa e acaba quando a gente quiser.
Tenho impulsos incontroláveis para me separar. Várias noites de balada eu me esforço para me separar de mim. Pegar minas que não vão dar em nada, conhecer lugares que eu sei que não vou gostar. Ou o que é pior, deixar de fazer o que eu realmente queria fazer. Não procurar uma mina x, por exemplo. Também é separar de si, não? Na maioria das vezes me arrependo do que fiz e não fiz e tenho que cuidar da ressaca. Mas aí, já voltei a mim.
Só que, quando separamos dos outros, é bem mais foda. É todo um custo pra separar. E o pior é que às vezes era só pra separar um pouquinho, mas é tão foda de conseguir que quando rola, já não tem mais volta.
terça-feira, 25 de novembro de 2008
Separeition
Comecei por ser separado da minha mãe.
Separei-me mais tarde de meus bichos, de minha casa, de minha cidade.
Logo comecei a separar-me de diversas mulheres, amigos e colegas de trabalho.
O mais duro sempre foram as mulheres, em especial as que eu gostava.
Uma tarde no Rio conversamos sobre nos separarmos de nós mesmos.
Um apartamento em Copacabana, três amigos que se acham inseparáveis mas que já sabem bem que não é bem assim.
O difícil é achar a forma de separar-nos de nós mesmos antes da morte.
No fim, só penso que sempre prefiro morrer e separar-me de mim do que das mulheres.
Mas no fim elas pedem divórcios e eu fico num apartamento de cueca, eternamente casado com o mala que vejo no espelho, envelhecendo, esperando o grande dia.
sábado, 22 de novembro de 2008
Yaba!
Uma explicação rápida de como surgiu a parada é a seguinte: estava eu, Jonas e Stefan esquentando pra balada e acabou no blog. Todos nós devemos escrever. O bom é se rolar umas reflexões, e não mensagens de um para outro dos próprios autores.
Todo mês vai ter um tema. O primeiro é o tal "cansei de mim. quero me separar".
O feriado no Rio segue proporcionando chuva, troca de idéias, baladas e encuentros. Alguns viram a praia. Eu não. Espero que no ano novo seja diferente.
Saludos